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Cronicamente Fabulosa

Tenho fibromialgia, mas também sou fabulosa e esta é a grande aventura que é a minha vida.

Cronicamente Fabulosa

Tenho fibromialgia, mas também sou fabulosa e esta é a grande aventura que é a minha vida.

Onze.

por AF, em 20.02.19

Dia 22 é dia de festa!

Acontece que há exactamente onze anos atrás eu não fazia a mínima ideia que a alegria da minha vida estava na barriga da minha mãe à espera de nascer. Foi a dia 22, às 17h31 que o meu mundo mudou.

Passei de "não quero, recuso-me, detesto a ideia de ter uma irmã" a "que bebé mais linda e fofinha, quero protegê-la para sempre". Não fiquem chateados, estava naquela idade difícil dos 14 anos em que tudo no mundo é horrível. Não é que agora tudo no mundo seja bonito, mas graças a deus já não estou na idade parva!

Como eu estava a dizer, ela nasceu e veio transformar a minha vida para sempre. Não há criança no mundo que para mim seja mais linda, mais divertida, mais fofinha e mais capaz de vencer qualquer coisa que meta na cabeça. A minha irmã vai ser uma super-heroína. Só ainda não é porque a licença de super-herói só pode ser tirada aos 18 anos. Paciência minha gente.

Com toda esta excitação (leia-se profunda nostalgia) do tempo ter passado tão rápido e da minha bebé pequenina já ser uma pré-adolescente, não há nada mais indicado para festejar o dia como uma grande festa!.... no dia seguinte.

As festas de crianças ainda têm que esperar para fins-de-semana, sim.

Então estamos todos numa missão difícil mas não impossível de criar a melhor festa de sempre - sem ser como aqueles pais americanos ridículos que parecem criar dinheiro do nada com orçamentos estupidamente alargados que nem sabemos como - para a nossa menina passar um dia maravilhoso.

Decoração, convidados, doces (muito importante!) e tantas outras coisas que já nem me consigo lembrar do cansaço acumulado de andar à procura de coisas bonitas para a festa. O continente falhou-me completamente e se o nosso amor ainda não tinha acabado hoje tenho a dizer que encontrei um novo amor: o chinês.

Não há melhor sítio para usar a imaginação, deixem-me dizer-vos.

Mas é isto, eu e a minha família andamos todos numa demanda profunda para planear uma festa de uma pré-adolescente por isso agora têm que me aturar assim.

Veremo-nos então depois do sábado... se eu sobreviver!

Mexer o corpo.

por AF, em 13.10.17

IMG_20171013_183826.jpg

Admito, eu normalmente sou uma completa preguiçosa.

Não tenho paciência para correr ou dar caminhadas. Não gosto de passar o dia inteiro a ver TV sem dormir a minha soneca. Odeio subir escadas. É isso, sou preguiçosa.

Acontece que, recentemente, participei num fantástico evento desportivo realizado por um clube de futebol conceituado que consistia em pôr toda a família a jogar futebol. Estão a imaginar-me a jogar futebol certo?

O que vocês não fazem ideia (nem o meu tio fazia) é que eu até tenho jeitinho para a coisa. Marquei uns quantos golos, roubei umas bolas, tenho quase a certeza que fiz uma ou duas fintas... enfim! Foi um dia extremamente produtivo para a recém profissional de futebol e futura melhor jogadora do mundo, Filipa!

Só que não.

Nisto tudo, na manhã de desporto em que corri de um lado para o outro, saltei, fiz imensos exercícios e afins, aprendi algo muito importante. Afinal é mesmo necessário para nós, aqueles com fibromialgia, fazermos exercício. Posso garantir que, no tempo em que estive a jogar e a correr ao sol, me senti saudável como já não sentia há imenso tempo, como se não tivesse fibromialgia!

É claro que no dia seguinte acordei sem me mexer e passei o dia na cama mas isso, como se costuma dizer, são outros quinhentos. O que interessa é iniciar!

Não podemos esperar ficar automaticamente curados por fazermos 15 minutos de exercício. Até porque a fibromialgia não tem cura. Mas se devagarinho formos tentando mexer o corpo acontece que ele nos vai dando ouvidos.

Não precisam de ir horas a fio para o ginásio levantar pesos (a sério, não tentem), ou ir correr a meia maratona de Lisboa. Experimentem só fazer uma pequena caminhada, dançar descontraidamente ao som de uma música ou até mesmo fazer uns quantos alongamentos. Explorem os limites do vosso corpo mas não os ultrapassem.

A fibromialgia manda-nos ter calma.

E é isso. Senti-me bem. Joguei à bola como uma criança feliz, conheci pessoas simpáticas, aprendi jogos diferentes. E no fim, sentei-me na relva a sentir o sol a tocar-me o corpo e senti-me feliz.

Passados dois anos finalmente me senti normal. E pode não parecer mas isso é algo tão bom de sentir. Acreditem.

Por isso já sabem, e mesmo todos vocês que são "normais", aproveitem o dia e experimentem fazer exercício. Para além de se sentirem extra bem também se vão sentir felizes. E não há nada melhor do que nos sentirmos felizes.

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